quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

SARAPATEL COM SUSHI










Deve ser coisa da idade
Mais de 40 anos bebendo água brasileira
Começo a misturar as coisas.

Cachaça com saquê
Samurai com Lampião
Recife com Nakasaki

Kabuki com Mamulengo
Maracatu, frevo, vassourinhas, ciranda e roda de coco,
Com os tambores e cantos dos festivais de cerejeira e dos “Bom-Odoris”

As ruas e pontes do Recife
Com as lembranças das ruas da minha infância

Monte Fuji, olhos puxados, quimono
Capoeira, caranguejos, vitalinos.

Olindando nos carnavais
Recifrevando nos passos do Galo

Carrosséis e cirandas
Girando na roda dos tempos
Fusos horários
Acordo quando anoitece em Tókio
Tókio acorda com a lua sob o Capibaribe

No Japão eu nasci
Em Pernambuco vou me ficando.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A PRIMEIRA VEZ
Sachiko Shinozaki estava linda. Emocionou e fez rir a platéia no Burburinho.
Lá estava a juventude da poeta que estreava para um público exigente.
Calejados poetas e acadêmicos junto aos fãs da poesia.
A voz firme e segura silenciou o público. Aplausos.
Uma noite maravilhosa para a nossa alegria.
Agora brilha uma nova estrela na poesia pernambucana.


* FERNANDO FARIAS
SACHIKO ESTRÉIA NA IMPRENSA PERNAMBUCANA

Folha de Pernambuco
Projeto Nós Pós apresenta novos poetas

O Bar Burburinho recebe hoje, a partir das 20h, mais uma edição do coletivo cultural Nós Pós, estreando a poetisa Sachiko Shinozaki dentro da programação do evento e na cena literária pernambucana. Cada autor terá cerca de 10 minutos para apresentação e Sachiko pretende recitar de sete a oito poemas na noite de hoje. Alguns de seus trabalhos têm circulado em vários blogs, entre eles o seu sachiko-poeta.blogspot.com.
Nascida em Nagasaki, a japonesa aproveita a ocasião para comemorar 50 anos de vida no Brasil. Administradora de empresas por formação, Sachiko tem dedicado todos esses anos ao ensino da língua portuguesa. “Estou muito integrada à cultura de Pernambuco e um dos poemas que recitarei hoje fala justamente dessa interação Japão Pernambuco”, afirma a poeta.
Além de Sachiko Shimozaki, também se apresentam no Nós Pós desta semana os poetas Altarir Leal, Cristiano Jerônimo, Rosângela Ferraz e Rogério Generoso. Os eventos do Nós Pós acontecem regularmente, sempre com recitais poéticos e música.

DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Recital literário no Burburinho
Os amantes da literatura se encontram no bar Burburinho (Rua Tomazina - Bairro do Recife) para mais uma reunião do Nós Pós, a partir das 20h. Desta vez, o comando do círculo literário fica por conta de Sachiko Shinozaki, Rosângela Ferraz, Altair Leal, Rogério Generoso e Cristiano Gerônimo. A entrada custa R$ 3.

JORNAL DO COMMÉRCIO – Recife
Recital literário no Burburinho
Os amantes da literatura se encontram no bar Burburinho (Rua Tomazina - Bairro do Recife) para mais uma reunião do Nós Pós, a partir das 20h. Desta vez, o comando do círculo literário fica por conta de Sachiko Shinozaki, Rosângela Ferraz, Altair Leal, Rogério Generoso e Cristiano Gerônimo. A entrada custa R$ 3.

MINHA APRESENTAÇÃO NO NÓS PÓS




segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

POEMA


DELEITE
Estar contigo é um prazer
Ficar assim, mornamente nos teus braços;
Aconchegada, largada, dormente e demente.
Esquecida de tudo, num ato de perder,
Toda a razão dos percalços
Da vida, assim, docemente.

Lá fora a chuva ou será o sol, ou estrelas e lua?
Não sei, também, que importa?
Só eu e você, nesse abandono.
Nada acontece na rua
O momento não suporta
Nada mais que nosso contorno

Um olhar, um sorriso, palavras, carinhos;
Mundo perfeito, nosso mundo.
Brisa suave, quieta, só espiando,
Murmúrios baixinhos
Pra não atrapalhar, como música de fundo,
Da paisagem, de mim em você aninhando.

POEMA


SEMPRE ESPERANDO...
Seus olhos já não são tão brilhantes
O tempo passou
O eterno instante de esperar
Tornou-se obscuro ponto do nunca
A ponte caiu
Não há mais além do horizonte
Prédios enormes o esconderam
Não há ansiedade,
Agora tanto faz
Aquele que vem, vem?
O incerto futuro perdeu-se no tempo
A eternidade “efêmera” deixou marcas
Olhos nevoados pelas cataratas...

sábado, 13 de dezembro de 2008

POEMA

CAOS
Presença incômoda
Ausência sentida
Ásperos carinhos
Afetuosas grosserias
Atenção imperceptível
Terna indiferença
Assim és tu
És a própria dialética
Assim te amo
Assim te aceito?
Tem gosto de sangue na boca
A morte do que foi tão pouco...
Tão intenso que nos enganou
Tão amargo que nos feriu
Feridas tantas vezes abertas
Nem cicatriza mais
A cura possível é a despedida
Ferida maior para cobrir todas as outras
Certeza de que a cicatrização
Será de todas as outras
Até do meu amor por você...